
Cacoecia, Capua Ou Verme Do Cravo
Cacoecimorpha Pronubana
Patógeno:
Type:
Frutales de pepita
Inseto
Risco:
INTERMEDIÁRIO

Orugas o gusanos

QUEM É A CAUSA?
Cacoecimorpha pronubana, comumente conhecida como mariposa dos cravos, é um lepidóptero pertencente à família Tortricidae. Os adultos são borboletas pequenas, com aproximadamente 15-20 mm de envergadura, com asas anteriores marrom-avermelhadas e marcas transversais mais escuras. As fêmeas adultas depositam seus ovos em grupos nas folhas das pomóideas e outras plantas hospedeiras. Os ovos eclodem em poucos dias, liberando larvas que se alimentam das folhas e brotos tenros, envolvendo-os em seda para formar abrigos protetores. Essas larvas passam por cinco estágios larvais antes de se transformarem em pupas nesses refúgios. A pupação dura entre uma a duas semanas e os adultos emergem das pupas para reiniciar o ciclo. Cacoecimorpha pronubana pode ter várias gerações por ano, principalmente em climas temperados. Durante o inverno, a espécie pode sobreviver como larva ou pupa, dependendo das condições ambientais.
SINTOMAS
Nas pomóideas, a infestação por Cacoecimorpha pronubana causa a doença conhecida como cacoecia, que causa danos consideráveis às folhas, brotos e frutos, afetando tanto a aparência quanto a produtividade das árvores.
- Rolamento de folhas e rebentos jovens.
- Presença de seda e excrementos em áreas infestadas.
- Desfolha parcial, principalmente em casos de infestações graves.
- Danos aos frutos, que podem apresentar pequenas perfurações.
- Redução do crescimento e vigor das árvores afetadas.
- Aparecimento de deformidades em folhas e frutos.
- Aumento da suscetibilidade a doenças secundárias devido ao estresse e danos físicos aos tecidos.

TEMPERATURA E HUMIDADE
18°C - 30°C
60% - 80%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Vento, Movimento de plantas infestadas, Contato direto, Ferramentas contaminadas
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• Cacoecimorpha pronubana (feromônio)
• DELTAMETRINA 2,5% [CE] P/V
• ESFENVALERATO 2,5% [CE] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 1,5% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 2,5% [WG] P/P
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• Cacoecimorpha pronubana (feromônio)
• LAMBDA CIHALOTRINA 1,5% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 2,5% [WG] P/P
Tratamentos biológicos
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa ABTS-351, 640 g/kg) (32 MILHÕES DE CLU/g) 64% [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa ABTS-351) (32 MILHÕES DE CLU/g) 54% [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa ABTS-351) 54[WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (estirpe PB 54) (16x10E6 UI/G) 9,74% [SC] P/V
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (CEPÇÃO PB 54) 32% (32 MILHÕES UI/G) [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa SA-12) 18% ((8,5 X 10^12 UFC/KG)) [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (EG 2348) (24x106 UI/G) 18,3% [SC] P/V
Recomendações
- Monitore regularmente usando armadilhas de feromônios para detectar a presença de adultos.
- Aplicar tratamentos fitossanitários específicos em momentos críticos do desenvolvimento de pragas.
- Promover a biodiversidade no jardim para incentivar a presença de inimigos naturais, como vespas parasitóides e aves insectívoras.
- Realizar podas sanitárias para eliminar brotos e galhos afetados, reduzindo assim os refúgios larvais.
- Utilize barreiras físicas, como malhas, para proteger as árvores da colonização por mariposas.
- Implementar práticas integradas de manejo de pragas, combinando métodos químicos, biológicos e culturais.
- Aplicar tratamentos preventivos com produtos biológicos, como Bacillus thuringiensis, eficazes contra larvas jovens.
- Manter ventilação e exposição solar adequadas no pomar para reduzir as condições favoráveis ao desenvolvimento da praga.















