
Sintomas, tratamentos e recomendações para tratar tripes de manchas vermelhas em bananeiras
Tripes com mancha vermelha de banana
Chaetanaphothrips signipennis
Patógeno:
Type:
Platanera
Inseto
Risco:
ALTO

Trips

QUEM É A CAUSA?
Chaetanaphothrips signipennis é um pequeno inseto pertencente à ordem Thysanoptera e à família Thripidae. Caracteriza-se pelo corpo alongado e segmentado, com cores que variam entre o marrom escuro e o preto, e asas estreitas com franjas características. Seu desenvolvimento passa por diversas fases, desde o ovo até a fase adulta, com estágios intermediários de larva e pupa. A fêmea deposita seus ovos nos tecidos da bananeira, onde as larvas emergem e começam a se alimentar. Essas larvas passam por dois estágios antes de entrar na fase de pupa, durante a qual param de se alimentar e buscam refúgio no solo ou nas estruturas das plantas. Posteriormente, emergem como adultos e reiniciam o processo reprodutivo. A longevidade dos adultos pode variar dependendo das condições ambientais, e as fêmeas podem produzir várias gerações num ano, facilitando a rápida proliferação da praga.
SINTOMAS
Nas bananeiras, Chaetanaphothrips signipennis causa a doença conhecida como tripes da mancha vermelha da bananeira. Esse inseto se alimenta de tecidos vegetais, perfurando as células epidérmicas e sugando seu conteúdo, o que causa necrose localizada e alterações na fisiologia do hospedeiro. Os danos são mais evidentes em folhas e frutos, gerando descolorações e lesões que afetam a qualidade e o rendimento da cultura.
- Aparecimento de manchas avermelhadas ou marrons nas folhas e frutos.
- Necrose nos tecidos afetados.
- Deformação das folhas jovens.
- Perda de brilho e aspecto enrugado na superfície foliar.
- Redução do crescimento e enfraquecimento geral da planta.
- Danos aos frutos que reduzam o seu valor comercial.
- Maior suscetibilidade a infecções secundárias.

TEMPERATURA E HUMIDADE
20-30°C
60-85%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Dispersão pelo vento, contato entre plantas infestadas, ferramentas contaminadas, presença em restos de plantas, movimentação de material vegetal infectado, insetos vetores
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• ÓLEO DE LARANJA 6% [SL] P/V
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• ÓLEO DE PARAFINA (CAS [64742-46-7]) 79% [EC] P/V
• ÓLEO DE PARAFINA (CAS [8042-47-5]) 54,6% [EW] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• SAIS DE POTÁSSIO DE ÁCIDOS GRAXOS C14-C20 48% [EW] P/V
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
• ESPIROTETTRAMATO 10% [SC] P/V
• ARMADILHA ADESIVA
• ARMADILHA CROMÁTICA
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• ÓLEO DE LARANJA 6% [SL] P/V
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• ÓLEO DE PARAFINA (CAS [64742-46-7]) 79% [EC] P/V
• ÓLEO DE PARAFINA (CAS [8042-47-5]) 54,6% [EW] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• SAIS DE POTÁSSIO DE ÁCIDOS GRAXOS C14-C20 48% [EW] P/V
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
• ARMADILHA ADESIVA
• ARMADILHA CROMÁTICA
Tratamentos biológicos
• AMBLYDROMALUS LIMONICUS (Ácaros parasitóides e predadores)
• AMBLYSEIUS SWIRSKII (Ácaros parasitóides e predadores)
• BEAUVERIA BASSIANA (CEPÇÃO ATCC 74040) 2,3% (2,3X10E7 ESPOROS VIÁVEIS/ML) [OD] P/V
• CHRYSOPERLA CARNEA (insetos parasitóides e predadores)
• HETERORHABDITIS BACTERIOPHORA (Parasitóides e nematóides predadores)
• MACROCHELES ROBUSTULUS (Ácaros parasitóides e predadores)
• MACROLOPHUS PYGMAEUS (insetos parasitóides e predadores)
• NEOSEIULUS CUCUMERIS (Ácaros parasitóides e predadores)
• ORIUS LAEVIGATUS (insetos parasitóides e predadores)
• STEINERNEMA FELTIAE (Parasitóides e nematóides predadores)
• TRANSEIUS MONTDORIENSIS (Ácaros parasitóides e predadores)
Recomendações
- Utilize armadilhas adesivas azuis ou amarelas para monitorar a presença do inseto e reduzir sua população.
- Implementar barreiras físicas, como telas anti-insetos, para evitar a colonização da cultura.
- Manter manejo agronômico adequado, eliminando restos vegetais e ervas daninhas que possam servir de abrigo.
- Aplicar controles biológicos, como introdução de predadores naturais de tripes, como ácaros fitoseídeos e crisopídeos.
- Evite o uso excessivo de inseticidas para reduzir a probabilidade de desenvolvimento de resistência.
- Realizar rotações de culturas e evitar monoculturas extensivas para reduzir a pressão das pragas.
- Aplicar tratamentos fitossanitários seletivos quando necessário, priorizando produtos de baixo impacto ambiental.
- Melhorar as condições de ventilação e reduzir o excesso de umidade na lavoura para impedir a proliferação do inseto.
- Verifique periodicamente a bananeira e, se possível, remova manualmente as partes mais afetadas.
















