
Chichcarritas, Cigarrinhas Ou Cigarrinhas
Empoasca Sp.
Patógeno:
Type:
Vid
Inseto
Risco:
INTERMEDIÁRIO

Mosquito verde

QUEM É A CAUSA?
Empoasca sp. é um gênero de insetos hemípteros pertencentes à família Cicadellidae, comumente conhecidos como cigarrinhas ou cigarrinhas. Esses pequenos insetos são de cor verde claro e têm tamanho médio de 3 mm. Adultos e ninfas se alimentam da seiva das plantas, perfurando os tecidos com seus aparelhos bucais sugadores. O ciclo desses insetos começa quando as fêmeas depositam os ovos nos tecidos vegetais, preferencialmente nas nervuras das folhas. Esses ovos eclodem após alguns dias, liberando ninfas que passam por diversas mudas antes de se tornarem adultos. As ninfas desenvolvem-se rapidamente, podendo atingir a fase adulta em menos de duas semanas em condições favoráveis. Os adultos são altamente móveis, podendo pular e voar de planta em planta. A sua reprodução é prolífica, facilitando o estabelecimento de várias gerações durante o período vegetativo, principalmente em climas quentes. Empoasca sp. É particularmente ativo nos meses mais quentes, quando as temperaturas são propícias à sua reprodução e dispersão.
SINTOMAS
A videira é particularmente suscetível aos ataques de Empoasca sp., que afetam negativamente o seu crescimento e desenvolvimento. Esses insetos causam uma doença caracterizada pelo enfraquecimento geral da planta devido à constante perda de seiva. Os danos mecânicos causados pela sua alimentação também interferem na fotossíntese e na translocação de nutrientes, causando clorose e necrose nos tecidos afetados.
- Amarelecimento das folhas, principalmente nas margens.
- Enrolamento e deformação das folhas.
- Manchas necróticas nas bordas das folhas que progridem em direção ao centro.
- Redução do crescimento dos rebentos.
- Queda prematura de folhas gravemente afetadas.
- Diminuição do tamanho e da qualidade dos cachos.

TEMPERATURA E HUMIDADE
20°C - 30°C
60% - 80%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Adultos voadores, ninfas migrando entre plantas, ferramentas contaminadas, contato direto entre plantas infectadas, transporte pelo vento em curtas distâncias
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• ACETAMIPRIDA 20% [SL] P/V
• CIPERMETRINA 10% [CE] P/V
• CIPERMETRINA 5% [CE] P/V
• CIPERMETRINA 50% [CE] P/V
• DELTAMETRINA 1,5% [EW] P/V
• DELTAMETRINA 1,57% [SC] P/V
• DELTAMETRINA 10% [CE] P/V
• DELTAMETRINA 2,5% [CE] P/V
• DELTAMETRINA 2,5% [EW] P/V
• FENPIROXIMATO 5,12% [SC] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 0,0015% [ME] P/V
• TAU-FLUVALINATO 24% [EW] P/V
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• LAMBDA CIHALOTRINA 0,0015% [ME] P/V
Tratamentos biológicos
• STEINERNEMA CARPOCAPSAE (Parasitóides e nematóides predadores)
Recomendações
- Realizar monitorizações periódicas na vinha para detectar a presença precoce de Empoasca sp., especialmente nos meses quentes.
- Aplicar inseticidas específicos nas fases iniciais do desenvolvimento dos insetos, de preferência antes das ninfas se tornarem adultas voadoras.
- Promover a biodiversidade na vinha, introduzindo ou conservando predadores naturais como joaninhas ou crisopídeos que se alimentam de cigarrinhas.
- Implementar barreiras físicas ou armadilhas adesivas à volta da vinha para reduzir a mobilidade dos adultos.
- Manter a vinha limpa e livre de ervas daninhas, pois estas podem servir de refúgio para ninfas e adultos.
- Promover práticas de cultivo que melhorem a resistência natural da videira, como a fertilização equilibrada e a irrigação adequada, para reduzir o stress das plantas.
















