
Mariposa Cluster Ou Mariposa Europeia
Lobesia Botrana
Patógeno:
Type:
Vid
Inseto
Risco:
ALTO

Polillas

QUEM É A CAUSA?
*Lobesia botrana*, comumente conhecida como mariposa ou mariposa europeia, é um lepidóptero que representa uma das pragas mais importantes para a videira. O seu desenvolvimento passa por várias fases, iniciando-se com a postura dos ovos nas inflorescências ou cachos da videira. As larvas emergem e passam a se alimentar de tecidos florais ou frutos, causando danos diretos aos cachos. Ao longo do seu desenvolvimento, a mariposa passa anualmente por 3 a 5 gerações, dependendo das condições climáticas. As larvas pupas no solo ou na casca da videira, onde se transformam em adultos. Os adultos são pequenas mariposas que reiniciam o ciclo reprodutivo. Durante os meses mais frios, a mariposa entra na fase de diapausa como pupa, permitindo-lhe sobreviver até a próxima primavera. Condições favoráveis, como temperaturas amenas e a presença contínua de hospedeiros, permitem a rápida propagação e o aumento das populações.
SINTOMAS
A infestação de *Lobesia botrana* na videira causa danos significativos aos cachos, afetando diretamente a qualidade e quantidade da produção. As larvas se alimentam de flores e frutos, criando feridas que estimulam a entrada de patógenos secundários, como fungos que causam apodrecimento. Além dos danos físicos, as uvas afetadas ficam mais suscetíveis a doenças fúngicas, o que compromete ainda mais a produção e a qualidade dos frutos.
- Danos visíveis nas inflorescências da videira.
- Perfuração e destruição de frutos jovens.
- Secagem e queda prematura de frutos danificados.
- Aparecimento de podridão cinzenta nos cachos devido a infecções secundárias.
- Redução no rendimento total da cultura.
- Perda de qualidade dos frutos devido a feridas causadas pela alimentação das larvas.


TEMPERATURA E HUMIDADE
18°C - 30°C
70% - 90%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Vento, movimento de plantas infectadas, restos de culturas, dispersão de adultos voadores
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• (E,Z)-7,9-dodecadien-1-il-acetato 11,74% [AE] P/V
• (E,Z)-7,9-dodecadieno-1-il-acetato 18,85% [CS] P/P
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 10% [CS] P/V
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 3,8% [VP] P/P
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 7% [AE] P/P
• ACETATO DE (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL 79,2% [VP] P/P [380 mg/difusor] [VP] P/P
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 8,2% [VP] P/P
• ACETATO DE (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL 9,11% [AE] P/P
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 9,8% (400 mg/difusor) [VP] P/P
• ENXOFRE 40% + CIPERMETRINA 0,5% [DP] P/P
• CIPERMETRINA 0,033% [DP] P/P
• CIPERMETRINA 10% [CE] P/V
• CIPERMETRINA 10% [EW] P/V
• CIPERMETRINA 5% [CE] P/V
• CIPERMETRINA 50% [CE] P/V
• CLORANTRANILIPROL 35% [WG] P/P
• CLORANTRANILIPROLE 5,17% [SC] P/V
• DELTAMETRINA 1,5% [EW] P/V
• DELTAMETRINA 1,57% [SC] P/V
• DELTAMETRINA 10% [CE] P/V
• DELTAMETRINA 2,5% [CE] P/V
• DELTAMETRINA 2,5% [EW] P/V
• DODECAN-1-IL-ACETATO 2,72% (127 MG/DIFUSOR) + E/Z-7,9-DODECADIENILA ACETATO 5,17% (240 MG/DIFUSOR) [VP] P/P
• E/Z-7,9-DODECADIENILA ACETATO 79,2% (380 MG S.A./DIFUSOR) [VP] P/P
• ESFENVALERATO 2,5% [CE] P/V
• ESFENVALERATO 5% [CE] P/V
• ESFENVALERATO 5% [EW] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 1,5% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 2,5% [WG] P/P
• PIRETRINAS 4,65% (como extrato de piretro) [EC] P/V
• ESPINOSADE 2,4% [SC] P/V
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
• TEBUFENOCIDA 24% [SC] P/V
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• (E,Z)-7,9-dodecadien-1-il-acetato 11,74% [AE] P/V
• (E,Z)-7,9-dodecadieno-1-il-acetato 18,85% [CS] P/P
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 10% [CS] P/V
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 3,8% [VP] P/P
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 7% [AE] P/P
• ACETATO DE (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL 79,2% [VP] P/P [380 mg/difusor] [VP] P/P
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 8,2% [VP] P/P
• ACETATO DE (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL 9,11% [AE] P/P
• (E,Z)-7,9-DODECADIEN-1-IL ACETATO 9,8% (400 mg/difusor) [VP] P/P
• ENXOFRE 60% + BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (CEPA PB 54) (1x10E6 I.U./G) 0,5% [DP] P/P
• DODECAN-1-IL-ACETATO 2,72% (127 MG/DIFUSOR) + E/Z-7,9-DODECADIENILA ACETATO 5,17% (240 MG/DIFUSOR) [VP] P/P
• LAMBDA CIHALOTRINA 1,5% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 2,5% [WG] P/P
• PIRETRINAS 4,65% (como extrato de piretro) [EC] P/V
• ESPINOSADE 2,4% [SC] P/V
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
Tratamentos biológicos
• BACILLUS THURINGIENSIS AIZAWAI (cepa ABTS-1857, 540 g/kg) (15 milhões de CLU/g) 54% [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS AIZAWAI (CEPÇÃO GC-91) 50% (3,05 X 10^13 ESPOROS/KG) [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS AIZAWAI 50% [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa ABTS-351, 640 g/kg) (32 MILHÕES DE CLU/g) 64% [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa ABTS-351) (32 MILHÕES DE CLU/g) 54% (540 g/kg) [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa ABTS-351) (32 MILHÕES DE CLU/g) 54% [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa ABTS-351) 54[WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (Cepa EG 2348) 22,6% (24 x 10E6 UI/g) [SC] P/V
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (CEPÇÃO PB 54) (16x10E6 I.U./G) 8% [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (estirpe PB 54) (16x10E6 UI/G) 9,74% [SC] P/V
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (CEPÇÃO PB 54) 32% (32 MILHÕES UI/G) [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (Cepa SA-11) 85% (32 MILHÕES UI/G) [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (cepa SA-12) 18% ((8,5 X 10^12 UFC/KG)) [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (EG 2348) (24x106 UI/G) 18,3% [SC] P/V
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (EG 2348) 37,5% [WP] P/P
Recomendações
- Monitorizar periodicamente os cachos de videiras durante o período vegetativo, utilizando armadilhas de feromonas para detectar a presença de adultos.
- Aplicar inseticidas preventivamente durante a fase de floração e quando forem detectados os primeiros sinais de infestação larval.
- Utilizar produtos biológicos à base de Bacillus thuringiensis, que atuam especificamente nas larvas sem prejudicar outros insetos benéficos.
- Implementar estratégias de controlo integradas, combinando a utilização de armadilhas de feromonas com práticas culturais como podas adequadas para melhorar a ventilação e reduzir a humidade na folhagem.
- Realizar tratamentos fitossanitários de forma rotativa para evitar o surgimento de resistência aos inseticidas.
- Remover e descartar com segurança os cachos e restos de colheita afetados, evitando que as pupas sobrevivam no solo.
















