
Míldio
Peronospora Sp.
Patógeno:
Type:
Mora
Oomiceto
Risco:
ALTO

Mildiu

QUEM É A CAUSA?
O patógeno Peronospora sp. é um oomiceto que causa míldio em várias plantas, incluindo amoras. Esse patógeno inicia seu ciclo no solo, onde os oósporos, estruturas resistentes, podem sobreviver por longos períodos nos restos vegetais infectados. Sob condições favoráveis de umidade e temperatura, os oósporos germinam, produzindo zoósporos móveis que nadam na película de água das folhas e outros tecidos vegetais. Esses zoósporos penetram nos tecidos vegetais através dos estômatos, desenvolvendo-se no interior da planta. O patógeno forma esporangióforos que emergem pelos estômatos e produzem esporângios na superfície das folhas, que são dispersos principalmente pelo vento e pela água, infectando novas plantas. Esta produção de esporângios pode repetir-se várias vezes durante o período vegetativo, especialmente em condições de elevada humidade e temperaturas moderadas.
SINTOMAS
Na amora-preta, o míldio causado por Peronospora sp. Afeta principalmente folhas, caules e frutos. A doença se manifesta como manchas cloróticas ou amareladas na superfície superior das folhas, enquanto um mofo acinzentado se forma na parte inferior. Esta infecção reduz a capacidade fotossintética da planta, enfraquece os tecidos e pode levar à queda prematura das folhas e perda dos frutos.
- Manchas cloróticas ou amareladas na superfície superior das folhas.
- Molde felpudo acinzentado na parte inferior das folhas.
- Redução da capacidade fotossintética da planta.
- Enfraquecimento dos tecidos vegetais.
- Queda prematura de folhas.
- Perda de frutas.

TEMPERATURA E HUMIDADE
10°C - 22°C
80% - 100%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Vento, Água, Ferramentas contaminadas, Material vegetal infectado
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• FOSFONATOS DE POTÁSSIO 51% (Exp. como ácido fosforoso) [SL] P/V
• LAMINARINA 4,5% [SL] P/S
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 12,4% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• LAMINARINA 4,5% [SL] P/S
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 12,4% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
Tratamentos biológicos
-
Recomendações
- Monitorizar regularmente a cultura para detectar os primeiros sinais da doença.
- Use variedades de amoras resistentes ao míldio.
- Implementar rotações de culturas adequadas para reduzir a pressão de patógenos no solo.
- Aplicar tratamentos fungicidas preventivos e curativos seguindo recomendações técnicas.
- Garantir boa ventilação e espaçamento adequado das plantas para reduzir a umidade.
- Evite irrigação por aspersão, principalmente no período da tarde, para minimizar o período de umidade nas folhas.
- Realizar podas sanitárias para eliminar as partes afetadas e reduzir a fonte de inóculo.
- Utilize barreiras físicas ou coberturas para evitar a propagação de esporos pelo vento e pela água.
- Manter uma boa higiene na cultura, removendo e destruindo restos de plantas infectadas.
- Aplicar tratamentos biológicos como extratos vegetais ou microrganismos antagonistas para controlar o patógeno.
















