
Sintomas, tratamentos e recomendações para tratar podridão de giberela/fusário ou acamamento do milho
Podridão De Gibberella/Fusarium Ou Alojamento De Milho
Gibberella Zeae
Patógeno:
Type:
Maíz
Fungo
Risco:
ALTO

Fusariosis

QUEM É A CAUSA?
Gibberella zeae, também conhecida como Fusarium graminearum, é um fungo patogênico que afeta gravemente diversas culturas, inclusive o milho. Esse fungo se espalha principalmente por meio de esporos que se dispersam no ar e na água, contaminando plantas saudáveis. A infecção começa quando os esporos entram em contato com os tecidos do milho, geralmente através de feridas ou aberturas naturais na planta. Uma vez no interior, o fungo coloniza rapidamente os tecidos internos, produzindo micélio e esporângios que permitem a sua multiplicação. Durante condições favoráveis de alta umidade e temperaturas moderadas, o fungo produz estruturas de reprodução sexuada chamadas peritécios, que liberam ascósporos capazes de sobreviver no solo e nos restos vegetais durante o inverno. Esta capacidade de perenizar em resíduos vegetais e solos infectados permite que Gibberella zeae inicie novas infecções na estação de cultivo seguinte, perpetuando a sua presença e impacto no milho.
SINTOMAS
A podridão da giberela, ou acamamento do milho, é uma doença que enfraquece seriamente as plantas de milho, afetando tanto a qualidade quanto o rendimento das colheitas. A infecção pode se manifestar em diferentes estágios de desenvolvimento do milho, iniciando com manchas e descoloração nas folhas e caules. À medida que a doença progride, o fungo invade as espigas e o sistema radicular, causando deterioração generalizada.
- Manchas marrons ou avermelhadas nas folhas e caules.
- Descoloração e podridão das orelhas.
- Formação de bolor rosa ou branco nas orelhas.
- Raízes fracas e decompostas.
- Queda prematura de plantas (capotamento).
- Diminuição significativa no rendimento das culturas.



TEMPERATURA E HUMIDADE
20°C - 30°C
80% - 100%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Esporos atmosféricos, água de irrigação, resíduos vegetais infectados, sementes contaminadas, ferramentas agrícolas
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• AZOXISTROBINA 25% [SC] P/V
• CARBONATO DE HIDROGÊNIO DE POTÁSSIO 85% [SG] P/P
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• CARBONATO DE HIDROGÊNIO DE POTÁSSIO 85% [SG] P/P
Tratamentos biológicos
• TRICHODERMA ASPERELLUM (CEPÇÃO T25) (1X10E8 UFC/G) 0,5% + TRICHODERMA ATROVIRIDE (CEPÇÃO T11) (1X10E8 UFC/G) 0,5% [WG] P/P
Recomendações
- Selecionar variedades de milho resistentes à Gibberella zeae.
- Implementar a rotação de culturas, evitando plantar milho no mesmo campo por vários anos consecutivos.
- Praticar uma gestão adequada de resíduos, eliminando e destruindo restos de culturas infectadas.
- Garantir uma boa ventilação e drenagem nos campos de milho para reduzir a umidade excessiva.
- Aplicar fungicidas preventivos e curativos seguindo recomendações agronômicas e limites de tratamento.
- Monitorizar regularmente as culturas para detectar precocemente os sintomas da doença e aplicar medidas de controlo.
- Manter manejo adequado da irrigação para evitar excesso de umidade no solo.
- Utilizar sementes certificadas livres de patógenos para evitar a introdução de Gibberella zeae no campo.
















