
Mancha Bacteriana
Xanthomonas Campestris
Patógeno:
Type:
Lechuga y similares
Bactéria
Risco:
ALTO

Bacteriosis

QUEM É A CAUSA?
O patógeno Xanthomonas campestris é uma bactéria gram-negativa que se caracteriza pela capacidade de produzir exopolissacarídeos, o que lhe permite formar biofilmes e aderir às superfícies das plantas. Este patógeno se desenvolve e prolifera em condições quentes e úmidas, geralmente em temperaturas que variam entre 25°C e 30°C. Xanthomonas campestris se espalha principalmente por respingos de água, ferramentas contaminadas e material vegetal infectado. Ao entrar em contato com a planta, a bactéria penetra através de estômatos, feridas ou aberturas naturais, colonizando os espaços intercelulares do parênquima foliar. Uma vez estabelecidas, as bactérias se multiplicam, produzindo toxinas e enzimas que degradam as paredes celulares e causam necrose nos tecidos vegetais. Durante períodos desfavoráveis, Xanthomonas campestris pode sobreviver em restos vegetais e no solo, reativando-se quando as condições ambientais voltarem a ser propícias ao seu desenvolvimento.
SINTOMAS
A mancha bacteriana causada por Xanthomonas campestris na alface manifesta-se como pequenas lesões aquosas que rapidamente se tornam necróticas. Esta doença provoca uma perda significativa na qualidade das culturas, afetando tanto a aparência como a estrutura das folhas da alface. As lesões são inicialmente pequenas, aquosas e de cor escura, expandindo-se e desenvolvendo um halo amarelado à medida que a infecção progride. Em casos graves, as manchas se fundem, formando grandes áreas necróticas que podem resultar na morte do tecido foliar.
- Lesões pequenas, escuras e aquosas nas folhas
- Halo amarelado ao redor das manchas
- Expansão e fusão de lesões
- Necrose do tecido foliar
- Perda da qualidade visual e estrutural das folhas
- Redução da capacidade fotossintética da planta
- Morte prematura do tecido foliar em infecções graves

TEMPERATURA E HUMIDADE
25-30°C
80-100%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Água de irrigação, Ferramentas contaminadas, Material vegetal infectado, Contato entre plantas, Respingos de água, Restos de plantas no solo
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• ÓXIDO CUPROSO 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 20% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• ÓXIDO CUPROSO 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 20% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
Tratamentos biológicos
• BACILLUS SUBTILIS (CEPÇÃO QST 713) 1,34% [SC] P/V
Recomendações
- Utilize sementes certificadas e livres de patógenos.
- Implementar práticas de rotação de culturas para reduzir a acumulação de bactérias no solo.
- Evite irrigação por aspersão para minimizar a propagação de bactérias através de respingos de água.
- Melhorar a circulação de ar entre as plantas para reduzir a umidade foliar.
- Desinfetar ferramentas e equipamentos agrícolas regularmente.
- Eliminar e destruir plantas e restos vegetais infectados ao final de cada ciclo de cultivo.
- Aplicar preventivamente e seguindo as recomendações do fabricante os produtos bactericidas autorizados.
- Manter monitoramento constante da cultura para detecção precoce de sintomas e aplicar medidas de controle imediatamente.
- Implementar barreiras físicas, como coberturas de solo, para reduzir o contato entre as folhas e o solo.
- Evite trabalhar na lavoura quando as plantas estiverem molhadas para evitar a propagação da bactéria.
















