
Mosca Branca
Bemisia Tabaci
Patógeno:
Type:
Lechuga y similares
Inseto
Risco:
ALTO

Mosca blanca

QUEM O CAUSA?
Bemisia tabaci, comumente conhecida como mosca branca, é um pequeno inseto que pertence à família Aleyrodidae. Seu ciclo começa quando as fêmeas adultas depositam os ovos na parte inferior das folhas das plantas. Após alguns dias, os ovos eclodem e liberam as ninfas de primeiro ínstar, que são móveis e procuram um local adequado para se alimentar. Essas ninfas, uma vez instaladas, ficam imóveis e passam por vários estágios larvais até atingirem a fase de pupa. Nessa fase, permanecem presos às folhas, alimentando-se da seiva da planta por meio de um aparelho bucal sugador. Finalmente, emergem como adultos, continuando a reproduzir-se. A vida de um adulto pode se estender de 2 a 4 semanas, e as fêmeas podem botar entre 150 e 300 ovos ao longo da vida, dependendo das condições climáticas. A capacidade de reprodução rápida da *Bemisia tabaci* e sua resistência às diversas condições ambientais conferem-lhe alta capacidade de infestação.
SINTOMAS
A mosca-branca causa danos consideráveis à alface e culturas semelhantes ao alimentar-se da seiva das plantas, o que pode reduzir o seu vigor e capacidade fotossintética. Além disso, esse inseto secreta uma substância pegajosa chamada melada, que promove o aparecimento de fuligem, fungo preto que cobre as folhas, reduzindo ainda mais a fotossíntese e depreciando o valor comercial das culturas.
- Enfraquecimento geral da planta devido à perda de seiva.
- Aparecimento de manchas amarelas nas folhas devido à alimentação das ninfas.
- Desenvolvimento de fuligem no melaço excretado pelos insetos.
- Atraso no crescimento das plantas.
- Deformação ou queda prematura das folhas afetadas.
- Transmissão de vírus de plantas, como o vírus do mosaico.



TEMPERATURA E HUMIDADE
20-30°C
50-70%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Vento, plantas infestadas, ferramentas contaminadas, transplantes infectados, fuga de adultos, propagação pelas roupas e calçados dos trabalhadores
Confira os tratamentos recomendados
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• ABAMECTIN 0,0015% + PIRETRINAS 0,02% [AL] P/V
• ÓLEO DE COLUPRA 1,53% [AL] P/V
• ÓLEO DE COLOURA 848,24 g/l [EC] P/V
• ÓLEO DE LARANJA 6% [SL] P/V
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• ACETAMIPRIDA 0,5% [SL] P/V
• ACETAMIPRIDA 20% [SG] P/P
• ACETAMIPRIDA 20% [SL] P/V
• ACETAMIPRIDA 20% [SP] P/P
• AZADIRACTIN 1% (COMO AZADIRACTIN A) [EC] P/V
• Azadiractina 2,6% (AS AZADIRACTIN A) [EC] P/V
• CIANRANILIPROL 10% + ACIBENZOLAR-S-METIL 1,25% [SC] P/V
• DELTAMETRINA 1,5% [EW] P/V
• DELTAMETRINA 1,57% [SC] P/V
• DELTAMETRINA 10% [CE] P/V
• DELTAMETRINA 2,5% [CE] P/V
• DELTAMETRINA 2,5% [EW] P/V
• FLUPIRADIFURONA 0,008% [AL] P/V
• FLUPIRADIFURONA 20% [SL] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 0,0015% [ME] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 1,5% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 2,5% [WG] P/P
• LAMBDA CIALOTRINA 5% [EG] P/P
• PIRETRINAS 2% (EXTR. PIRETRE) [EC] P/V
• PIRETRINAS 2% [CE] P/V
• PIRETRINAS 4% (EXTR. PIRETRINA) [EC] P/V
• PIRETRINAS 4% [EC] P/V
• SAIS DE POTÁSSIO DE ÁCIDOS GRAXOS C14-C20 48% [EW] P/V
• ESPIROTETTRAMATO 10% [SC] P/V
• ESPIROTETTRAMATO 15% [OD] P/V
• ARMADILHAS ADESIVAS
• ARMADILHAS CROMÁTICAS
Tratamentos autorizados na agricultura biológica
• ÓLEO DE COLUPRA 1,53% [AL] P/V
• ÓLEO DE COLOURA 848,24 g/l [EC] P/V
• ÓLEO DE LARANJA 6% [SL] P/V
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• AZADIRACTIN 1% (COMO AZADIRACTIN A) [EC] P/V
• Azadiractina 2,6% (AS AZADIRACTIN A) [EC] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 0,0015% [ME] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 1,5% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 2,5% [WG] P/P
• LAMBDA CIALOTRINA 5% [EG] P/P
• PIRETRINAS 2% (EXTR. PIRETRE) [EC] P/V
• PIRETRINAS 2% [CE] P/V
• PIRETRINAS 4% (EXTR. PIRETRINA) [EC] P/V
• PIRETRINAS 4% [EC] P/V
• SAIS DE POTÁSSIO DE ÁCIDOS GRAXOS C14-C20 48% [EW] P/V
• ARMADILHAS ADESIVAS
• ARMADILHAS CROMÁTICAS
Tratamentos biológicos
• AKANTHOMYCES MUSCARIUS (cepa Ve6) 14,8%
• AMBLYDROMALUS LIMONICUS
• AMBLYSEIUS SWIRSKII
• BEAUVERIA BASSIANA (CEPÇÃO ATCC 74040) 2,3% (2,3X10E7 ESPOROS VIÁVEIS/ML) [OD] P/V
• BEAUVERIA BASSIANA (CEPÇÃO GHA) 10,7% (2,26X10E13 CONIDIAS/L) [OD] P/V
• BEAUVERIA BASSIANA (CEPA GHA) 22% (4,4 x 10E10 CONIDIAS/G) [WP] P/P
• BEAUVERIA BASSIANA cepa PPRI 5339 8% (8 X 10E12 UFC/L) [OD] P/P
• CRISOPERLA CARNEA
• CORDYCEPS FUMOSOROSEA (cepa FE 9901) 18%
• DELPHASTUS CATALINAE
• ENCARSIA FORMOSA
•ERETMOCERUS EREMICUS
• HETERORHABDITE BACTERIÓFORA
• Lecanicillium muscarium (Cepa Ve6) (1x10E10 esporos/g) 14,8% [WG] P/P
• METARHIZIUM BRUNNEUM cepa Ma 43 10,5% [OD] P/V
• PAECILOMYCES FUMOSOROSEUS (CEPÇÃO FE 9901) 18% (2 X 10 E9 UFC/G) [WP] P/P
• TRANSEIUS MONTDORIENSIS
Recomendações
- Instalar armadilhas cromáticas amarelas nas lavouras para atrair e capturar adultos de *Bemisia tabaci*.
- Realizar inspeções periódicas nas folhas, principalmente na parte inferior, para detectar ovos e ninfas nos estágios iniciais da infestação.
- Promover a presença de predadores naturais como vespas parasitóides dos gêneros *Encarsia* e *Eretmocerus*, que controlam biologicamente a praga.
- Utilizar telas anti-insetos nas estufas para evitar a entrada de adultos.
- Aplicar sabonete de potássio ou óleos inseticidas para eliminar as ninfas aderidas às folhas, limitando sua capacidade de alimentação e desenvolvimento.
- Alternar inseticidas com diferentes modos de ação para evitar o surgimento de resistência nas populações de mosca-branca.
- Evitar o uso excessivo de fertilizantes nitrogenados, pois favorecem o crescimento de tecidos jovens mais vulneráveis à praga.
- Implementar programas de rotação de culturas para interromper o ciclo de vida dos insectos e reduzir a pressão de infestação em culturas sucessivas.
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