
Mofo
Plasmapora Nivea
Patógeno:
Type:
Apio
Oomiceto
Risco:
ALTO

Mildiu

QUEM O CAUSA?
Plasmopara nivea é um fungo oomiceto que causa míldio em várias plantas, incluindo o aipo. Este patógeno se desenvolve a partir de esporos que podem sobreviver no solo e em restos de plantas infectadas durante períodos adversos. Os esporos germinam na presença de água livre e penetram nas folhas do aipo através dos estômatos. Uma vez dentro da planta, o fungo se ramifica em um micélio que se estende ao longo do tecido foliar. Sob condições favoráveis de alta umidade e temperaturas moderadas, o fungo produz esporângios na superfície das folhas, que liberam zoósporos que podem ser dispersos pelo vento e pela água, iniciando novas infecções. A capacidade da Plasmopara nivea de produzir múltiplos ciclos de esporulação e dispersão numa única estação aumenta o seu potencial para causar graves danos às culturas.
SINTOMAS
No aipo, Plasmopara nivea causa míldio, uma doença que afeta principalmente as folhas e pode reduzir significativamente a qualidade e o rendimento das culturas. Os primeiros sintomas incluem manchas cloróticas no topo das folhas que se tornam necróticas com o tempo. Na parte inferior das folhas desenvolve-se uma protuberância pilosa branca a acinzentada, característica desta doença.
- Manchas cloróticas na parte superior das folhas
- Necrose progressiva das manchas
- Crescimento felpudo branco a acinzentado na parte inferior das folhas
- Desfolha em casos graves
- Redução na qualidade e rendimento da colheita

TEMPERATURA E HUMIDADE
15-25°C
85-100%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Esporos aéreos, água de irrigação, restos de plantas infectadas, ferramentas contaminadas
Confira os tratamentos recomendados
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• ÓLEO DE LARANJA 6% [SL] P/V
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• AZOXISTROBINA 20% + DIFENOCONAZOL 12,5% [SC] P/V
• AZOXISTROBINA 25% [SC] P/V
• FOSFONATOS DE POTÁSSIO 51% (Exp. como ácido fosforoso) [SL] P/V
• LAMINARINA 4,5% [SL] P/S
• OXICLORETO DE COBRE 30% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• PIRACLOSTROBINA 6,7% + BOSCALIDA 26,7% (I) [WG] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 20% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
Tratamentos autorizados na agricultura biológica
• ÓLEO DE LARANJA 6% [SL] P/V
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• LAMINARINA 4,5% [SL] P/S
• OXICLORETO DE COBRE 30% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 20% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
Tratamentos biológicos
• BACILLUS SUBTILIS (cepa IAB/BS03) (1 x 10E8 cfu/ml) 10 g/l [SL] P/V
• TRICHODERMA ASPERELLUM (CEPÇÃO ICC012) 2% + TRICHODERMA GAMSII (CEPÇÃO ICC080) 2% (3 X 10E7 UFC/G (Soma de AMBOS OS MICRORGANISMOS)) [WP] P/P
Recomendações
- Utilizar variedades resistentes de aipo, quando disponíveis, para reduzir a incidência da doença.
- Implementar uma rotação de culturas de pelo menos dois a três anos com plantas não suscetíveis a Plasmopara nivea.
- Evite irrigação por aspersão e prefira sistemas de irrigação por gotejamento para minimizar a umidade na folhagem.
- Garanta uma boa drenagem do solo e evite o acúmulo de água ao redor das plantas.
- Manter densidade de plantio adequada para melhorar a circulação do ar e reduzir a umidade relativa na copa da cultura.
- Aplicar fungicidas preventivos e curativos seguindo as recomendações locais e um programa integrado de gestão de doenças.
- Remover e destruir restos de plantas infectadas para reduzir a fonte de inóculo.
- Monitorizar regularmente a cultura para detectar sintomas precocemente e aplicar tratamentos atempados.
- Realizar análises de solo e ajustar a fertilização para manter as plantas saudáveis e melhorar a sua resistência a doenças.
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