
Micosis/Hongos
Afogado ou ponta de charuto
Vários fungos: Verticillium theobromae, Trachisphaera fructigena e Colletotrichum musae
Patógeno:
Fungo
Tipo:
Risco para a planta:
ALTO



DESCRIÇÃO
QUEM O CAUSA?
Vários fungos fitopatogênicos estão envolvidos na doença conhecida como sufocamento ou ponto de charuto em bananeiras, sendo os mais relevantes *Verticillium theobromae, Trachisphaera fructigena* e *Colletotrichum musae*. Esses fungos são oportunistas e se desenvolvem principalmente em condições de alta umidade e temperaturas favoráveis. Suas estruturas de propagação incluem conídios e esporos, que podem permanecer no ambiente, em restos vegetais ou em ferramentas contaminadas. Eles penetram no fruto através de feridas ou microfissuras na casca, muitas vezes facilitadas por fatores mecânicos ou danos causados por insetos. A infecção geralmente começa na parte apical do fruto, onde os fungos colonizam rapidamente os tecidos, causando necrose e decomposição. Durante seu desenvolvimento, esses fungos produzem micélio escuro e estruturas de reprodução que permitem sua dispersão pelo vento, pela água ou pelo contato com outras frutas.
SINTOMAS
Na bananeira, o engasgo ou ponta de charuto afeta principalmente o desenvolvimento dos frutos, comprometendo sua qualidade comercial e reduzindo sua vida útil. A infecção geralmente começa no ápice do fruto, espalhando-se progressivamente para o restante da superfície.
- Aparecimento de manchas marrons ou pretas na ponta dos frutos.
- Necrose progressiva na região apical da banana, com textura seca e endurecida.
- Presença de micélio escuro e esporulação na superfície do fruto afetado.
- Apodrece nos tecidos mais avançados da infecção.
- Redução da qualidade comercial devido à alteração na aparência do fruto.
- Queda prematura de frutos em casos graves de infecção.


TEMPERATURA E HUMIDADE
25°C - 30°C
80% - 95%

COMO SE ESPALHA?
Esporos transportados pelo vento, contacto entre frutos infectados e saudáveis, água de irrigação contaminada, ferramentas agrícolas não desinfectadas, insectos vectores, restos de culturas infectadas

COMO REMOVER?
Tratamentos caseiros
Não há tratamentos caseiros
Tratamentos químicos
• ÓLEO DE LARANJA 6% [SL] P/V
• AZOXISTROBINA 25% [SC] P/V
• ENXOFRE 80% [DP] P/P
• ENXOFRE 80% [SC] P/V
• ENXOFRE 80% [WG] P/P
• ENXOFRE 80% [WP] P/P
• ENXOFRE 82,5% [SC] P/V
• OXICLORETO DE COBRE 37,5% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 38% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
Tratamentos autorizados na agricultura biológica
• ÓLEO DE LARANJA 6% [SL] P/V
• ENXOFRE 80% [DP] P/P
• ENXOFRE 80% [SC] P/V
• ENXOFRE 80% [WG] P/P
• ENXOFRE 80% [WP] P/P
• ENXOFRE 82,5% [SC] P/V
• OXICLORETO DE COBRE 37,5% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 38% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
Insetos aliados
ÁCAROS PREDADORES
JOANINHAS
CRISOPÍDEOS
VESPAS PARÁSITAS
HOVERFLIES OU MOSCAS PARÁSITAS
ERROS PREDATÓRIOS
Não existem aliados naturais
Mycodiplosis oidii (mosquito predador)














