
Besouro cicatriz
Colaspis hipoclora
Patógeno:
Type:
Platanera
Inseto
Risco:
INTERMEDIÁRIO

Escarabajos

QUEM O CAUSA?
Colaspis hypochlora é um besouro fitófago pertencente à família Chrysomelidae, caracterizado pelo seu pequeno tamanho e cor verde metálica ou amarelada, o que lhe permite camuflar-se entre a folhagem. Seu desenvolvimento começa quando as fêmeas depositam seus ovos no solo próximo à base das plantas. As larvas emergem e se alimentam das raízes, enfraquecendo o sistema radicular e afetando a absorção de nutrientes e água. Com o tempo, as larvas completam seu crescimento no solo antes de se transformarem em pupas e emergirem como adultos. Os besouros adultos sobem até a parte aérea da planta e passam a se alimentar das folhas, causando danos significativos à folhagem. Durante a fase adulta, a praga se reproduz rapidamente, podendo gerar grandes populações em pouco tempo se as condições forem favoráveis. A presença de temperaturas amenas e alta umidade favorece sua proliferação, o que aumenta seu impacto nas lavouras.
SINTOMAS
Nas bananeiras, o Colaspis hypochlora causa a doença conhecida como besouro cicatricial. Esse inseto afeta tanto a parte subterrânea quanto a aérea da planta, pois suas larvas se alimentam das raízes enquanto os adultos perfuram as folhas. A perda de tecido vegetal reduz a capacidade fotossintética e o enfraquecimento das raízes afeta a estabilidade e o desenvolvimento da cultura. Em infestações severas, danos às folhas podem causar ressecamento e queda prematura, impactando negativamente a produção e a qualidade da colheita.
- Perfurações irregulares nas folhas, com aparecimento de pequenos orifícios dispersos.
- Descoloração e enfraquecimento da folhagem devido à perda de tecido vegetal.
- Redução do crescimento e menor vigor nas plantas jovens.
- Raízes danificadas com lesões visíveis causadas pela alimentação das larvas.
- Murcha e amarelecimento progressivo da folhagem em infestações avançadas.
- Queda prematura de folhas em casos graves.
- Redução na produção e qualidade dos frutos devido ao estresse fisiológico da planta.

TEMPERATURA E HUMIDADE
23-32°C
65-85%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Mobilidade de adultos por voo, dispersão passiva através de ferramentas e máquinas contaminadas, solo infestado com larvas ou pupas, transporte de material vegetal com presença de ovos
Confira os tratamentos recomendados
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• FOTIAZATO 15% [EC] P/V
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
Tratamentos autorizados na agricultura biológica
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/S
• LAMBDA CIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
Tratamentos biológicos
• BEAUVERIA BASSIANA (cepa NPP111B005) 5x10E8 cfu/g [MG] P/P
Recomendações
- Implementar rotação de culturas para evitar o acúmulo do inseto no solo e reduzir a população larval.
- Manter uma cobertura adequada do solo com cobertura morta ou material vegetal que dificulte a oviposição das fêmeas.
- Promover a presença de predadores naturais, como vespas parasitóides e aves insectívoras, para reduzir a população de besouros.
- Aplicar armadilhas luminosas na cultura para atrair e capturar adultos antes da oviposição.
- Utilizar inseticidas autorizados em horários estratégicos, priorizando aqueles de baixo impacto ambiental e alternando modos de ação para evitar resistências.
- Evitar o uso excessivo de fertilizantes nitrogenados, pois podem favorecer a proliferação da praga aumentando a atratividade da cultura.
- Realizar monitoramento constante para detectar a presença de adultos e larvas e tomar medidas precoces.
- Aplicar extratos botânicos com propriedades inseticidas, como óleo de nim, para reduzir a atividade dos besouros de forma ecológica.
- Remova manualmente os adultos em infestações baixas para reduzir os danos foliares.

























