
Sintomas, tratamentos e recomendações para o tratamento da podridão pseudocaule aquosa ou podridão mole
Podridão aquosa do pseudocaule ou podridão mole
Erwinia sp. /Dikeya sp.
Patógeno:
Type:
Platanera
Bactéria
Risco:
CRÍTICO

Bacteriosis

QUEM O CAUSA?
Erwinia sp. e Dickeya sp. São bactérias fitopatogênicas que afetam uma grande variedade de culturas, incluindo a banana. Essas bactérias são oportunistas e entram na planta através de feridas, estômatos ou tecidos danificados. Uma vez no interior, colonizam o sistema vascular e os tecidos internos, libertando enzimas pectinolíticas que degradam as paredes celulares e causam a ruptura dos tecidos. A multiplicação dessas bactérias é favorecida por condições de alta umidade e temperaturas moderadas a altas, o que acelera o processo de necrose e podridão. Estas bactérias podem sobreviver em restos de plantas, solo e água, persistindo no ambiente até encontrarem um novo hospedeiro adequado. A infecção se intensifica quando há fatores predisponentes como estresse hídrico, solos encharcados ou presença de feridas na planta.
SINTOMAS
A podridão aquosa do pseudocaule ou podridão mole afeta gravemente a estrutura da bananeira, enfraquecendo sua capacidade de suporte e causando seu colapso. A doença inicia-se com a infiltração bacteriana nos tecidos internos, onde ocorre uma degradação progressiva do pseudocaule. À medida que a infecção progride, os tecidos se decompõem em uma massa viscosa e de odor desagradável, comprometendo a funcionalidade da planta e sua produção.
- Aparecimento de áreas aquosas na base do pseudocaule.
- Amolecimento progressivo dos tecidos internos.
- Emissão de odor desagradável característico devido à decomposição bacteriana.
- Murcha e colapso do pseudocaule.
- Secreção de exsudados bacterianos na área afetada.
- Podridão interna que avança afetando o rebento.
- Perda de estrutura e queda da planta em fases avançadas.

TEMPERATURA E HUMIDADE
25°C - 35°C
85% - 100%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Água contaminada, ferramentas agrícolas, restos de plantas infectadas, contato entre plantas, insetos vetores, solo contaminado
Confira os tratamentos recomendados
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• OXICLORETO DE COBRE 37,5% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 38% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
Tratamentos autorizados na agricultura biológica
• OXICLORETO DE COBRE 37,5% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 38% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
Tratamentos biológicos
• BACILLUS SUBTILIS (CEPÇÃO QST 713) 1,34% [SC] P/V
Recomendações
- Utilize material de propagação livre de patógenos para evitar a introdução de bactérias na cultura.
- Implementar práticas de desinfecção em ferramentas de poda e corte para reduzir a transmissão.
- Evite o encharcamento do solo através de uma boa drenagem, pois a umidade elevada favorece a infecção.
- Aplicar rotações de culturas em áreas com histórico da doença para reduzir a carga bacteriana.
- Remover e destruir plantas infectadas para minimizar a propagação do patógeno.
- Regular a fertilização com nitrogênio, pois o excesso de nitrogênio pode tornar as plantas mais suscetíveis.
- Promover o manejo adequado da irrigação, evitando excessos que favoreçam a proliferação bacteriana.
- Monitorar periodicamente a cultura para detectar sintomas precoces e agir rapidamente.
- Aplicar produtos biológicos ou tratamentos à base de cobre para reduzir a carga bacteriana.
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