
Oídio
Erysiphe Betae
Patógeno:
Tipo:
Remolacha azucarera
Fungo
Risco:
INTERMEDIÁRIO

Oídio

QUEM O CAUSA?
Erysiphe betae é um fungo que pertence à família Erysiphaceae, conhecido por causar oídio na beterraba sacarina. Este patógeno é caracterizado pela produção de conídios em cadeias longas e visíveis, que são facilmente dispersas pelo vento. O desenvolvimento do fungo começa quando os conídios pousam na superfície foliar da planta hospedeira e germinam em condições favoráveis de temperatura e umidade. À medida que o fungo cresce, forma uma rede de micélio superficial e desenvolve estruturas especializadas chamadas haustórios, que penetram nas células epidérmicas da planta para absorver nutrientes. A reprodução sexuada ocorre através da formação de cleistotécios, que são estruturas esféricas pretas contendo ascósporos. Esses ascósporos são liberados e podem sobreviver em restos de plantas infectadas, garantindo a perpetuação do fungo de uma estação para outra. A capacidade do Erysiphe betae de prosperar em uma ampla gama de condições ambientais e seu mecanismo de dispersão eficiente o tornam um patógeno altamente adaptável e difícil de erradicar.
SINTOMAS
O oídio causado por Erysiphe betae afeta significativamente a beterraba sacarina, interferindo na fotossíntese e reduzindo o rendimento das culturas. A doença se manifesta nas folhas, onde se desenvolvem manchas esbranquiçadas que podem se espalhar rapidamente em condições favoráveis.
- Aparecimento de manchas brancas e pulverulentas na superfície das folhas.
- As manchas podem fundir-se, cobrindo grandes áreas da folha.
- Clorose nas áreas afetadas, com folhas amareladas e depois marrons.
- Dessecação e morte prematura de folhas gravemente infectadas.
- Redução da capacidade fotossintética e, portanto, do vigor da planta.
- Em casos graves, diminuição do tamanho e da qualidade das raízes.
- A planta pode apresentar crescimento atrofiado e maior suscetibilidade a outras doenças.



TEMPERATURA E UMIDADE
15-25°C
40-70%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Vento, restos de plantas, ferramentas agrícolas, sementes infectadas
Quer ver-se livre dessa praga? Escolha como quer tratá-la.
TRATAMENTOS
Tratamento químico
• AZOXISTROBINA 20% + TEBUCONAZOL 20% [SC] P/V
• ENXOFRE 70% [SC] P/V
• ENXOFRE 72% [SC] P/V
• ENXOFRE 80% [SC] P/V
• ENXOFRE 80% [WG] P/P
• ENXOFRE 80% [WP] P/P
• ENXOFRE 82,5% [SC] P/V
• COS-OGA 1,25% [SL] P/V
• DIFENOCONAZOL 10% + FENPROPIDINA 37,5% [CE] P/V
• DIFENOCONAZOL 25% [CE] P/V
• TETRACONAZOL 10% [CE] P/V
• TETRACONAZOL 12,5% [ME] P/V
• TETRACONAZOL 4% [ME] P/V
Traitements autorisés en agriculture biologique
• ENXOFRE 70% [SC] P/V
• ENXOFRE 72% [SC] P/V
• ENXOFRE 80% [SC] P/V
• ENXOFRE 80% [WG] P/P
• ENXOFRE 80% [WP] P/P
• ENXOFRE 82,5% [SC] P/V
• COS-OGA 1,25% [SL] P/V
Tratamentos biológicos
• BACILLUS AMYLOLIQUEFACIENS (subsp. plantarum, cepa D747) 25% [WG] P/P
Recomendações
- Use variedades de beterraba sacarina resistentes ao oídio.
- Implementar práticas de rotação de culturas para reduzir a pressão do inóculo no solo.
- Aplicar fungicidas preventivos e curativos de forma adequada, seguindo recomendações técnicas.
- Manter uma densidade de plantio adequada para melhorar a circulação do ar e reduzir a umidade das folhas.
- Eliminar e destruir os restos de culturas infectadas para minimizar as fontes de inóculo.
- Monitorizar regularmente as culturas para detectar os primeiros sinais da doença e agir rapidamente.
- Evite irrigação por aspersão à tarde para reduzir a umidade na superfície das folhas.
- Promover a saúde geral da cultura através de uma fertilização equilibrada e uma gestão adequada da irrigação.
- Utilizar métodos biológicos e culturais, como introdução de organismos antagônicos e controle de ervas daninhas.
























