
Cancros
Cancro Ou Câncer Bacteriano
Pseudomonas Syringae
Patógeno:
Bactéria
Tipo:
Risco para a planta:
ALTO



DESCRIÇÃO
QUEM O CAUSA?
Pseudomonas syringae é uma bactéria fitopatogênica que afeta diversas espécies de plantas, incluindo a pereira. Essa bactéria é capaz de sobreviver no meio ambiente de diversas formas, inclusive em restos vegetais e no solo, onde pode persistir por longos períodos. Durante a primavera, as bactérias são transportadas pela água da chuva ou do vento para as superfícies das plantas, onde entram através de feridas ou aberturas naturais, como estômatos e lenticelas. Uma vez dentro da planta, Pseudomonas syringae se multiplica e se espalha pelos tecidos vasculares, produzindo toxinas e enzimas que danificam as células vegetais. Isto provoca obstrução dos canais vasculares, o que impede o transporte de água e nutrientes, levando eventualmente ao aparecimento de sintomas de murcha. As bactérias também produzem exsudatos bacterianos que podem servir como fonte de inóculo para novas infecções.
SINTOMAS
A murcha bacteriana causada por Pseudomonas syringae em pereiras é uma doença que causa perda de vigor e vitalidade nas plantas afetadas. Esta doença ocorre principalmente durante a primavera e o verão, quando as condições climáticas são favoráveis ao crescimento bacteriano. As plantas infectadas apresentam murchamento progressivo das folhas e ramos, acompanhado pelo aparecimento de manchas escuras e necróticas nas folhas, flores e frutos. Com o tempo, essas manchas se espalham e podem cobrir grandes áreas do tecido vegetal, causando queda prematura de folhas e frutos e, em casos graves, morte da planta.
- Murcha progressiva de folhas e ramos.
- Manchas escuras e necróticas nas folhas, flores e frutos.
- Queda prematura de folhas e frutos.
- Perda de vigor e vitalidade da planta.
- Morte dos ramos afetados.
- Exsudato bacteriano nas lesões.



TEMPERATURA E HUMIDADE
18°C - 25°C
80% - 100%

COMO SE ESPALHA?
Vento, Chuva, Contato com ferramentas contaminadas, Material vegetal infectado, Insetos

COMO REMOVER?
Tratamentos caseiros
Não há tratamentos caseiros
Tratamentos químicos
• FOSETIL-AL 80% [WP] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 14% (exp. em Cu) + HIDRÓXIDO DE CÚPRICO 14% (exp. em Cu) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 25% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• ÓXIDO CUPROSO 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 20% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• OXICLORETO DE COBRE 14% (exp. em Cu) + HIDRÓXIDO DE CÚPRICO 14% (exp. em Cu) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 25% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• ÓXIDO CUPROSO 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 20% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
Insetos aliados
ÁCAROS PREDADORES
JOANINHAS
CRISOPÍDEOS
VESPAS PARÁSITAS
HOVERFLIES OU MOSCAS PARÁSITAS
ERROS PREDATÓRIOS
Não existem aliados naturais
Mycodiplosis oidii (mosquito predador)
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- Selecionar e plantar variedades de peras resistentes a Pseudomonas syringae.
- Realizar práticas de manejo que evitem lesões nas plantas, como podas adequadas.
- Evite irrigação por aspersão que pode favorecer a dispersão das bactérias.
- Implementar uma rotação de culturas para reduzir o acúmulo de bactérias no solo.
- Mantenha uma boa ventilação no pomar para reduzir a umidade relativa.
- Aplicar bactericidas preventivos seguindo as recomendações de manejo integrado.
- Eliminar e destruir plantas e partes afetadas para reduzir a fonte de inóculo.
- Desinfetar ferramentas e equipamentos de trabalho após utilizá-los em plantas infectadas.
- Monitorar regularmente o pomar para detecção precoce de sintomas e resposta rápida.
































