
Monilia
Monilia
Monilia sp.
Patógeno:
Fungo
Tipo:
Risco para a planta:
ALTO



DESCRIÇÃO
QUEM O CAUSA?
Monilia sp., também conhecida como Monilinia spp., é um fungo fitopatogênico que afeta principalmente árvores frutíferas de caroço, como pêssego, cereja, damasco e amendoeira. Esse fungo produz estruturas reprodutivas chamadas apotécios em frutos mumificados que caíram ao solo e permanecem cobertos por serapilheira. Essas estruturas liberam esporos que, transportados pelo vento ou pela água, infectam flores e frutos em desenvolvimento. Durante a primavera, condições de alta umidade e temperaturas amenas favorecem a germinação de esporos e a infecção dos tecidos vegetais. O fungo pode penetrar nos frutos através de feridas causadas por insetos, granizo ou danos mecânicos. Uma vez no interior, desenvolve-se rapidamente, provocando a decomposição do tecido vegetal e a formação de novos esporos que perpetuam o ciclo infeccioso. Frutos infectados que não são devidamente removidos podem se tornar fontes de inóculo para a safra seguinte. citeturn0search4turn0search13
SINTOMAS
A doença causada por Monilia sp., conhecida como moniliose ou podridão parda, afeta plantas, principalmente frutíferas com caroço. Os sintomas aparecem nas flores, botões e frutos, começando com manchas marrons nas flores que fazem com que murchem e caiam prematuramente. Nos brotos observam-se cancros e exsudações borrachentas que podem se estender até os galhos. Os frutos desenvolvem áreas de podridão mole e aquosa, cobertos por bolor acinzentado ou esbranquiçado, e eventualmente mumificam, permanecendo presos à árvore ou caindo ao solo. Esses frutos mumificados funcionam como reservatórios do fungo, facilitando novas infecções na estação seguinte.
- Manchas marrons nas flores e botões.
- Cancros nos ramos e exsudações emborrachadas.
- Podridão mole e aquosa nas frutas.
- Presença de mofo acinzentado ou esbranquiçado nos frutos.
- Frutos mumificados presos à árvore ou no chão.
- Murchamento e queda prematura das flores.
- Redução na qualidade e quantidade da colheita.
- Perda de vigor nas plantas afetadas.
- Aumento da suscetibilidade a outras doenças.
- Diminuição da vida útil dos frutos pós-colheita.


TEMPERATURA E HUMIDADE
20°C - 25°C
85% - 100%

COMO SE ESPALHA?
Esporos transportados pelo vento, água da chuva, respingos, insetos, ferramentas contaminadas, contato entre frutas infectadas e saudáveis

COMO REMOVER?
Tratamentos caseiros
Não há tratamentos caseiros
Tratamentos químicos
• CAPTAN 47,5% [SC] P/V
• CIPRODINIL 37,5% + FLUDIOXONIL 25% [WG] P/P
• DIFENOCONAZOL 1,67% [EC] P/V
• FENHEXAMIDA 50% [SC] P/V
• FENHEXAMIDA 50% [WG] P/P
• CARBONATO DE POTÁSSIO 0,425% [AL] P/V
• CARBONATO DE POTÁSSIO 85% [SP] P/P
• HIDRÓXIDO CÚPRICO 25% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• HIDRÓXIDO CÚPRICO 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• METIRAM 70% [WG] P/P
• COBRE OXICLOORETO 30% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 35% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 38% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
• OXICLORETO DE COBRE 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 52% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
• ÓXIDO CUPROSO 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• PIRACLOSTROBINA 6,7% + BOSCALIDA 26,7% ( ) [GT] P/P
• PIRACLOSTROBINA 6,7% + BOSCALIDA 26,7% (I) [WG] P/P
• SULFATO CUPROCÁLCICO 20% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• SULFATO CUPROCÁLCICO 20% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• HIDROCARBONATO DE POTÁSSIO 0,425% [AL] P/V
• HIDROCARBONATO DE POTÁSSIO 85% [SP] P/P
• HIDRÓXIDO CÚPRICO 25% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• HIDRÓXIDO CÚPRICO 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 30% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 35% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 38% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
• OXICLORETO DE COBRE 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 52% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
• ÓXIDO CUPROSO 50% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 20% (EXPR. EM CU) [WG] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 20% (EXPR. EM CU) [WP] P/P
Insetos aliados
ÁCAROS PREDADORES
JOANINHAS
CRISOPÍDEOS
VESPAS PARÁSITAS
HOVERFLIES OU MOSCAS PARÁSITAS
ERROS PREDATÓRIOS
Não existem aliados naturais
Mycodiplosis oidii (mosquito predador)
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- Realizar podas sanitárias eliminando galhos e brotos infectados para reduzir fontes de inóculo.
- Colete e destrua frutas mumificadas que caíram no chão para evitar a propagação do fungo.
- Aplicar fungicidas preventivos em momentos críticos do desenvolvimento da cultura, como floração e pega dos frutos.
- Evitar feridas nos frutos durante o trabalho cultural para reduzir as portas de entrada do patógeno.
- Manter ventilação adequada na lavoura através de podas que promovam a circulação de ar.
- Controle as ervas daninhas e mantenha o solo limpo para reduzir a umidade e a presença de esporos.
- Implementar um programa de monitorização regular para detectar sintomas precoces da doença.
- Utilize variedades de plantas menos suscetíveis à moniliose sempre que possível.
- Garantir a drenagem adequada do solo para evitar condições de alta umidade.
- Desinfete as ferramentas de poda para evitar a transmissão do fungo entre as plantas.
































