
Moscas de la fruta
Moscas de fruta: o que são, como se originam e como eliminá-las de forma eficaz.
Moscas de fruta
Drosophila melanogaster / Ceratitis capitata
Patógeno:
Inseto
Tipo:
Risco para a planta:
CRÍTICO



DESCRIÇÃO
QUEM O CAUSA?
Drosophila melanogaster e Ceratite capitata são duas espécies de dípteros que, embora diferentes nas suas características biológicas e ecológicas, partilham um papel relevante como pragas agrícolas. A Drosophila melanogaster, também conhecida como mosca do vinagre, tem rápido desenvolvimento e se reproduz na fermentação da matéria orgânica, enquanto a Ceratite capitata, conhecida como mosca do Mediterrâneo, tem comportamento mais agressivo com frutos saudáveis e é uma das pragas mais devastadoras em árvores frutíferas de climas temperados e tropicais. Ambas as espécies passam por uma transformação completa com fases de ovo, larva, pupa e adulto. As fêmeas adultas depositam seus ovos em frutos com diferentes graus de maturidade. As larvas emergem e se alimentam de tecidos vegetais, causando danos internos que promovem a decomposição. Após o desenvolvimento larval, abandonam o fruto para formar uma pupa no solo. Os adultos emergem após vários dias, dependendo da temperatura, e reiniciam o processo. A sua capacidade reprodutiva é muito elevada, especialmente em condições favoráveis de temperatura e humidade, o que contribui para a sua rápida expansão e estabelecimento em novos habitats agrícolas.
SINTOMAS
A infestação por Drosophila melanogaster e Ceratite capitata nas plantas gera danos que afetam diretamente a produção de frutos. Essas moscas, ao oviporem nos frutos, introduzem microrganismos que aceleram o processo de fermentação e apodrecimento. As larvas que eclodem dos ovos postos alimentam-se da polpa, enfraquecendo os tecidos e causando o colapso interno do fruto. Os frutos afetados perdem valor comercial e podem cair prematuramente. A nível visual, os sintomas podem passar despercebidos nas fases iniciais, mas rapidamente evoluem para formas mais evidentes.
- Manchas moles ou profundas na superfície da fruta
- Presença de larvas brancas no interior do fruto
- Mudanças na cor da fruta para tons escuros ou anormais
- Cheiro de fermentação ou vinagre
- Maturação irregular ou acelerada
- Queda prematura de frutas
- Áreas perfuradas ou áreas com pontos de entrada visíveis


TEMPERATURA E HUMIDADE
18 °C – 30 °C
60 % – 80 %

COMO SE ESPALHA?
Transporte de frutas infestadas, Contato direto com frutas infectadas, Vento, Ferramentas contaminadas, Material vegetal contaminado

COMO REMOVER?
Tratamentos caseiros
Não há tratamentos caseiros
Tratamentos químicos
• DELTAMETRINA 1,5% [EW] P/V
• DELTAMETRINA 1,57% [SC] P/V
• DELTAMETRINA 2,5% [EC] P/V
• LAMBDACIHALOTRINA 10% [CS] P/V
• PIRETRINAS 4,65% (como extrato de piretro) [EC] P/V
• SAIS DE POTÁSSIO DE ÁCIDOS GRAXOS C14-C20 48% [EW] P/V
• ESPINETORAM 2,5% [SC] P/V
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• LAMBDA CIALOTRINA 10% [CS] P/V
• PIRETRINAS 4,65% (como extrato de piretro) [EC] P/V
• SAIS DE POTÁSSIO DE ÁCIDOS GRAXOS C14-C20 48% [EW] P/V
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
Insetos aliados
ÁCAROS PREDADORES
JOANINHAS
CRISOPÍDEOS
VESPAS PARÁSITAS
HOVERFLIES OU MOSCAS PARÁSITAS
ERROS PREDATÓRIOS
Não existem aliados naturais
Mycodiplosis oidii (mosquito predador)
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- Evite o excesso de frutos maduros demais na planta ou caídos no solo, pois servem de reservatório para oviposição e desenvolvimento larval.
- Instalar armadilhas de monitoramento com feromônios específicos ou iscas alimentares para detectar precocemente a presença e estimar a densidade populacional.
- Utilizar malha anti-insetos para evitar que os adultos tenham acesso aos frutos durante a fase crítica de maturação.
- Aplicar tratamentos com produtos autorizados em horários estratégicos, principalmente no período máximo de voo do inseto, alternando princípios ativos para evitar resistência.
- Promover o controle biológico liberando parasitóides como Diachasmimorpha longicaudata ou utilizando fungos entomopatogênicos no solo contra pupas.
- Eliminar ou destruir frutos infestados para interromper o ciclo de desenvolvimento da praga.
- Realizar podas sanitárias que melhorem a ventilação e dificultem a colonização das plantas pelos adultos.
- Evite transportar frutas infestadas para novas áreas para impedir a propagação da praga.
- Realizar amostragens frequentes em épocas de maior risco, especialmente em climas quentes e úmidos.
































