
Podridão Cinzenta
Botrytis Cinerea
Patógeno:
Type:
Vid
Fungo
Risco:
ALTO

Podredumbre gris

QUEM É A CAUSA?
Botrytis cinerea é um fungo necrotrófico que afeta uma grande variedade de plantas, incluindo videiras. Durante as estações frias, o patógeno sobrevive na forma de escleródios ou micélio latente em resíduos vegetais e tecidos afetados. Sob condições favoráveis, normalmente com temperaturas amenas e alta umidade, o fungo desenvolve conídios que são dispersos pelo vento ou pela água. Esses conídios germinam e penetram nos tecidos da videira através de feridas ou aberturas naturais, como os estômatos. Uma vez dentro dos tecidos, o fungo cresce e degrada as células vegetais, liberando enzimas e toxinas que matam as células para se alimentarem dos restos. À medida que a doença progride, o fungo pode esporular novamente, permitindo que novas gerações de conídios infectem outras partes da planta ou plantas próximas.
SINTOMAS
A podridão cinzenta causada por Botrytis cinerea é uma doença que pode afetar tanto as folhas como os rebentos e cachos da videira, especialmente em condições climatéricas húmidas. O patógeno causa uma deterioração progressiva dos tecidos vegetais, o que impacta negativamente a qualidade e o rendimento da cultura. O sintoma mais visível é o aparecimento de uma camada de mofo cinzento nas áreas afetadas, que pode ser seguida pela decomposição dos tecidos, que ficam moles e aquosos.
- Descoloração e murchamento das folhas.
- Aparecimento de bolor acinzentado nos rebentos e cachos.
- Decomposição aquosa dos tecidos afetados.
- Queda prematura de folhas infectadas.
- Perda de qualidade das uvas, com quebra e mumificação dos frutos.
- Redução significativa no rendimento das culturas se não for controlada a tempo.


TEMPERATURA E HUMIDADE
18°C - 25°C
85% - 95%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Conídios transportados pelo vento, gotículas de água, contato direto com tecidos infectados, resíduos vegetais infectados, ferramentas de poda contaminadas
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• AZOXISTROBINA 25% [SC] P/V
• BOSCALIDA 50% [GT] P/P
• CIMOXANIL 4% + FOLPET 33,4% [SC] P/V
• CIPRODINIL 18,75% + TEBUCONAZOL 12,5% [CE] P/V
• CIPRODINIL 30% [CE] P/V
• CIPRODINIL 37,5% + FLUDIOXONIL 25% [WG] P/P
• DIFENOCONAZOL 25% [CE] P/V
• EUGENOL 3,3% + GERANIOL 6,6% + TIMOL 6,6% [CS] P/V
• FENHEXAMIDA 50% [SC] P/V
• FENHEXAMIDA 50% [WG] P/P
• FENPIRAZAMINA 50% [WG] P/P
• FLUDIOXONIL 50% [WG] P/P
• FLUOPYRAM 50% [SC] P/V
• FOLPET 50% [SC] P/V
• FOLPET 80% [WG] P/P
• FOSFONATOS DE POTÁSSIO 50,4% (exp. como ácido fosforoso) [SL] P/V
• CARBONATO DE HIDROGÊNIO DE POTÁSSIO 0,425% [AL] P/V
• CARBONATO DE HIDROGÊNIO DE POTÁSSIO 85% [SP] P/P
• ISOFETAMIDA 40% [SC] P/V
• LAMINARINA 4,5% [SL] P/S
• MEPANIPIRIM 50% [WP] P/P
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• TEBUCONAZOL 20% [CE] P/V
• TEBUCONAZOL 20% [EW] P/V
• TEBUCONAZOL 25% [CE] P/V
• TEBUCONAZOL 25% [EW] P/V
• TEBUCONAZOL 25% [GT] P/P
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• EUGENOL 3,3% + GERANIOL 6,6% + TIMOL 6,6% [CS] P/V
• CARBONATO DE HIDROGÊNIO DE POTÁSSIO 0,425% [AL] P/V
• CARBONATO DE HIDROGÊNIO DE POTÁSSIO 85% [SP] P/P
• LAMINARINA 4,5% [SL] P/S
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
Tratamentos biológicos
• AUREOBASIDIUM PULLULANS (CEPÇÃO DSM 14940) 50% (2,5
• BACILLUS AMYLOLIQUEFACIENS (cepa AH2) (1x10E11 UFC/l) [SC] P/V
• BACILLUS AMYLOLIQUEFACIENS (cepa FZB24) 13% [WP] P/P
• BACILLUS AMYLOLIQUEFACIENS (cepa MBI 600) 11% [WP] P/P
• BACILLUS AMYLOLIQUEFACIENS (subsp. plantarum, cepa D747) 25% [WG] P/P
• BACILLUS SUBTILIS (cepa IAB/BS03) (1 x 10E8 cfu/ml) 10 g/l [SL] P/V
• BACILLUS SUBTILIS (CEPÇÃO QST 713) 1,34% [SC] P/V
• PYTHIUM OLIGANDRUM (cepa M1) 17,5% [WP] P/P
• SACCHAROMYCES CEREVISIAE (cepa LAS02) 96,1% (1 x 10E13 cfu/Kg) [WG] P/P
• Trichoderma atrovirida cepa SC1 1(1 x 10E10 cfu)/g [WG] P/P
Recomendações
- Mantenha uma boa ventilação entre as videiras, podando e removendo as folhas para reduzir a umidade da folhagem.
- Evite irrigação por aspersão em horários de alta umidade ou quando os cachos estão desenvolvidos para evitar o acúmulo de umidade nos tecidos.
- Remover restos de plantas e folhas caídas no final de cada época para reduzir a quantidade de inóculo que pode sobreviver na vinha.
- Aplicar fungicidas preventivos e curativos nos períodos de maior risco, principalmente quando se prevêem condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo.
- Utilizar castas resistentes ou tolerantes a Botrytis cinerea, sempre que possível.
- Evite a fertilização excessiva com nitrogênio, pois pode promover o crescimento excessivo de tecidos suscetíveis a infecções.
- Monitorizar continuamente os níveis de humidade e temperatura na vinha para fazer aplicações oportunas de fungicidas com base em dados climáticos.

























