
Cercosporose
Cercospora sp.
Patógeno:
Type:
Plantas decorativas de jardín y/o interior
Fungo
Risco:
ALTO

Cercosporosis

QUEM É A CAUSA?
Cercospora sp. é um gênero de fungos fitopatogênicos amplamente distribuídos em climas temperados e tropicais, responsáveis por diversas doenças foliares em uma ampla variedade de plantas. Esses fungos são anamórficos, o que significa que sua reprodução assexuada é predominante, através da produção de conídios alongados que emergem de estruturas chamadas conidióforos. Essas estruturas se formam na superfície das folhas infectadas, principalmente em condições de alta umidade. Os conídios são facilmente dispersos pelo vento, respingos de chuva ou ferramentas contaminadas. Uma vez depositados na superfície foliar, germinam rapidamente se houver presença de água livre e temperaturas adequadas. O fungo penetra através dos estômatos ou microferidas, colonizando os tecidos intercelulares e destruindo as células através da produção de toxinas e enzimas. Posteriormente, quando as condições permanecem favoráveis, o fungo volta a frutificar nas lesões, produzindo novas estruturas conidiais que perpetuam o processo. Além disso, pode sobreviver entre ciclos de cultivo em restos de plantas infectadas, de onde inicia novas infecções no início da safra seguinte.
SINTOMAS
A cercosporose afeta diversas plantas, principalmente culturas como beterraba, soja, arroz, cenoura, entre outras. A doença manifesta-se principalmente nas folhas, onde reduz a superfície fotossintética, enfraquece o desenvolvimento geral da planta e pode causar perdas económicas significativas se não for controlada a tempo. As lesões iniciam-se como pequenas manchas cloróticas que evoluem para áreas necróticas circundadas por halos mais claros, conferindo aspecto mosqueado característico.
Manchas circulares ou irregulares, castanhas ou acinzentadas, halos amarelados circundando as lesões, enfraquecimento das folhas e queda prematura, redução do tamanho e da qualidade dos frutos, desfolha progressiva, enfraquecimento geral da cultura, diminuição do rendimento.

TEMPERATURA E HUMIDADE
20°C – 30°C
80% – 100%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Vento, respingos de chuva, ferramentas contaminadas, restos de culturas infectadas, água de irrigação, sementes contaminadas
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/V
• ACETAMIPRIDA 0,005% [AL] P/V
• AZADIRACTINA 1% (COMO AZADIRACTINA A) [CE] P/V
• Azadiractina 2,6% (COMO AZADIRACTINA A) [CE] P/V
• CIPERMETRINA 10% [CE] P/V
• CIPERMETRINA 5% [CE] P/V
• DELTAMETRINA 2,5% [CE] P/V
• LAMBDA CIALOTRINA 1,5% [CS] P/V
• LAMBDA CIALOTRINA 10% [CS] P/V
• LAMBDA CIALOTRINA 5% [EG] P/P
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• ÓLEO DE LARANJA 60g/L [ME] P/V
• AZADIRACTINA 1% (COMO AZADIRACTINA A) [EC] P/V
• Azadiractina 2,6% (COMO AZADIRACTINA A) [EC] P/V
• LAMBDA CIALOTRINA 1,5% [CS] P/V
• LAMBDA CIALOTRINA 10% [CS] P/V
• LAMBDA CIALOTRINA 5% [EG] P/P
• ESPINOSADE 48% [SC] P/V
Tratamentos biológicos
• STEINERNEMA FELTIAE (Nematoides parasitóides e predadores)
Recomendações
Realizar rotação de culturas para evitar o acúmulo de inóculo no solo.
Remover e destruir restos de culturas infectadas no final do ciclo.
Evite irrigação por aspersão em áreas endêmicas para reduzir a propagação do fungo.
Garanta um bom espaçamento entre as plantas para melhorar a aeração da folhagem.
Aplicar fungicidas específicos preventivamente ou ao primeiro sinal de infecção, seguindo recomendações técnicas.
Use variedades resistentes ou tolerantes, quando disponíveis.
Monitore regularmente a colheita para detectar sintomas precocemente.
Reduzir o uso excessivo de fertilizantes nitrogenados que favorecem o desenvolvimento de tecidos sensíveis suscetíveis.
Desinfetar ferramentas e máquinas agrícolas utilizadas em campos infectados.
Evite o preparo do solo em condições úmidas para evitar a propagação do fungo.















