
Podridão Do Pescoço
Phytophthora Spp.
Patógeno:
Type:
Mora
Oomiceto
Risco:
ALTO

Phytophthora

QUEM É A CAUSA?
Phytophthora spp. é um grupo de patógenos altamente destrutivos que afetam várias plantas, incluindo amoras. Esses organismos se desenvolvem em ambientes úmidos e podem sobreviver no solo e em restos de plantas infectadas por longos períodos. Durante condições quentes e úmidas, eles produzem esporângios que liberam zoósporos móveis, que nadam pela água do solo e encontram seus hospedeiros. Os zoósporos fixam-se nas raízes ou no colo das plantas e, uma vez fixados, germinam e produzem micélio que invade o tecido vegetal, causando necrose e deterioração. O patógeno também pode formar estruturas resistentes, como oósporos e clamidósporos, que lhe permitem sobreviver em condições adversas até que as condições sejam novamente favoráveis ao seu crescimento e dispersão.
SINTOMAS
Na amora-preta, a podridão cervical causada por Phytophthora spp. Manifesta-se com sintomas que incluem descoloração e necrose do tecido da base do caule, podendo levar ao murchamento e morte da planta. À medida que a infecção progride, a capacidade da planta de transportar água e nutrientes fica gravemente comprometida, resultando numa redução significativa no vigor e na produtividade da cultura. Os sintomas incluem:
- Descoloração e necrose na base do caule.
- Murchamento de folhas e brotos.
- Atraso no crescimento e desenvolvimento da planta.
- Morte regressiva dos ramos e, eventualmente, de toda a planta.
- Aparecimento de manchas marrons ou enegrecidas na casca do pescoço.
- Queda prematura de frutos.
- Perda significativa de vigor e redução da produtividade das culturas.

TEMPERATURA E HUMIDADE
15°C - 25°C
75% - 100%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Água de irrigação, solo infectado, ferramentas contaminadas, restos de plantas infectadas, material de propagação infectado
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• FOSFONATOS DE POTÁSSIO 51% (Exp. como ácido fosforoso) [SL] P/V
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 12,4% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• OXICLORETO DE COBRE 35% (exp. em Cu) [WG] P/P
• SULFATO CUPROCALCICO 12,4% (EXPR. EM CU) [SC] P/V
Tratamentos biológicos
• BACILLUS AMYLOLIQUEFACIENS subsp. plantarum (cepa D747) 5% [SC] P/V
• TRICHODERMA ASPERELLUM (CEPÇÃO ICC012) 2% + TRICHODERMA GAMSII (CEPÇÃO ICC080) 2% (3 X 10E7 UFC/G (Soma de AMBOS OS MICRORGANISMOS)) [WP] P/P
• TRICHODERMA ASPERELLUM (CEPÇÃO T25) (1X10E8 UFC/G) 0,5% + TRICHODERMA ATROVIRIDE (CEPÇÃO T11) (1X10E8 UFC/G) 0,5% [WG] P/P
Recomendações
- Selecionar variedades de amoras resistentes a Phytophthora spp. e adaptado às condições locais.
- Implementar uma drenagem adequada do solo para evitar o acúmulo de água ao redor das plantas.
- Evite regas excessivas e opte por sistemas de irrigação que não molhem o colo da planta, como a irrigação por gotejamento.
- Realizar rotação de culturas para reduzir o acúmulo de inóculo no solo.
- Aplicar preventivamente tratamentos com fungicidas específicos, seguindo as recomendações de posologia e frequência.
- Desinfetar ferramentas de poda e equipamentos agrícolas para evitar a propagação do patógeno.
- Utilize forro plástico ou outros materiais para reduzir o contato do solo com o colo da planta.
- Monitorizar regularmente a cultura para detectar os primeiros sinais da doença e tomar medidas imediatas.
- Mantenha a área ao redor das plantas livre de ervas daninhas e restos de plantas infectadas.
















