
Donut Preto Ou Prodenia
Spodoptera Littoralis
Patógeno:
Type:
Apio
Inseto
Risco:
ALTO

Orugas o gusanos

QUEM É A CAUSA?
Spodoptera littoralis, conhecido como donut preto ou prodenia, é um lepidóptero da família Noctuidae que causa danos significativos a diversas plantas cultivadas, incluindo o aipo. Esse inseto passa por quatro estágios de desenvolvimento: ovo, larva, pupa e adulto. As fêmeas adultas depositam seus ovos em grupos nas folhas, que eclodem em poucos dias. As larvas jovens são verdes claras com faixas escuras e passam por diversas mudas, aumentando de tamanho e mudando de cor à medida que crescem. Na fase larval, que pode durar entre duas a três semanas, as larvas alimentam-se intensamente da folhagem e de outras partes tenras da planta. Mais tarde, as larvas maduras descem ao solo para formar uma pupa em um casulo de seda misturado com partículas de solo. Após um período de pupação que varia conforme a temperatura, os adultos emergem, completando o ciclo e dando origem a várias gerações por ano em climas favoráveis.
SINTOMAS
A doença causada por Spodoptera littoralis no aipo, conhecida como rosquinha preta ou prodenia, se manifesta por danos diretos às partes aéreas da planta. As larvas alimentam-se vorazmente das folhas, caules e, ocasionalmente, raízes, comprometendo a integridade e o rendimento da cultura. Os primeiros sinais de infestação são pequenos buracos nas folhas que progridem para buracos maiores e graves danos ao tecido vegetal. À medida que a infestação progride, as plantas podem sofrer desfolha significativa, afetando a sua capacidade fotossintética e o vigor geral.
- Pequenas perfurações nas folhas.
- Grandes buracos nas folhas.
- Danos graves ao tecido vegetal.
- Desfolha significativa.
- Redução da capacidade fotossintética.
- Diminuição do vigor geral das plantas.



TEMPERATURA E HUMIDADE
18-30°C
70-90%
ROTAS DE TRANSMISSÃO
Contato direto, Vento, Material vegetal contaminado, Maquinário agrícola, Dispersão de adultos, Transporte de plantas infectadas
VÍAS DE TRANSMISIÓN
TRATAMENTOS
Tratamentos químicos
• CLORANTRANILIPROL 35% [WG] P/P
• DELTAMETRINA 2,5% [CE] P/V
• Spodoptera littoralis (feromônio)
Tratamentos permitidos na agricultura biológica
• Spodoptera littoralis (feromônio)
Tratamentos biológicos
• BACILLUS THURINGIENSIS AIZAWAI (CEPÇÃO GC-91) 50% (3,05 X 10^13 ESPOROS/KG) [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS AIZAWAI 50% [WG] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (CEPÇÃO PB 54) (16x10E6 I.U./G) 8% [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (CEPÇÃO PB 54) 32% (32 MILHÕES UI/G) [WP] P/P
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (EG 2348) (24x106 UI/G) 18,3% [SC] P/V
• BACILLUS THURINGIENSIS KURSTAKI (EG 2348) 37,5% [WP] P/P
• Nucleopoliedrovírus de Spodoptera littoralis (SpliNPV) (isolado BV-0005) 5 x 10E11 OBs/L [SC] P/V
• STEINERNEMA CARPOCAPSAE (Parasitóides e nematóides predadores)
Recomendações
- Monitorizar regularmente as culturas para detectar precocemente a presença de larvas e adultos.
- Utilizar armadilhas de feromônios para capturar e monitorar a população adulta.
- Implementar rotação de culturas com plantas não suscetíveis a Spodoptera littoralis.
- Aplicar tratamentos com inseticidas biológicos como Bacillus thuringiensis nos primeiros estágios larvais.
- Promover a presença de inimigos naturais como vespas parasitóides e predadores para controle biológico.
- Remover e destruir manualmente larvas e plantas gravemente afetadas para reduzir a população de pragas.
- Manter a higiene adequada do campo, eliminando resíduos de culturas e ervas daninhas que possam abrigar larvas.
- Evite o excesso de adubação nitrogenada, pois pode favorecer o desenvolvimento de pragas.

























